Ações Internacionais: Expandindo Seus Horizontes de Investimento

Ações Internacionais: Expandindo Seus Horizontes de Investimento

Investir além das fronteiras pode parecer desafiador, mas traz benefícios transformadores e abre portas para oportunidades globais.

Conceito e papel das ações internacionais

Ações internacionais são participações em empresas listadas em bolsas fora do país de residência do investidor. Para o brasileiro, isso inclui principalmente os mercados dos EUA, Europa e Ásia.

Ao diversificar globalmente, o investidor obtém acesso a economias mais desenvolvidas e mercados emergentes com alto potencial de crescimento.

  • Economias desenvolvidas: EUA, Europa e Japão
  • Mercados emergentes: China, Índia e Sudeste Asiático
  • Setores pouco representados no Brasil: big techs, semicondutores, biotecnologia, defesa e energia limpa

Por que investir fora do Brasil?

Há razões sólidas para buscar ativos internacionais, principalmente para reduzir vulnerabilidades locais e capturar tendências globais.

Entre as principais vantagens, destacam-se:

  • diversificação geográfica para reduzir riscos associados aos ciclos brasileiros
  • acesso a moedas fortes que protegem contra desvalorização do real
  • exploração de um universo muito maior de empresas e ETFs
  • tendências globais emergentes como inteligência artificial e tecnologia verde

Comparação entre Brasil e mercados internacionais

Embora o Ibovespa ofereça boas oportunidades em alguns períodos, o S&P 500 e outros índices globais apresentam ciclos alternados de desempenho, evidenciando a importância da diversificação.

Em 2025, por exemplo, o Ibovespa subiu mais de 20% em reais, mas o S&P 500 acumulou alta superior a 30% em dólar em alguns recortes, mostrando potencial adicional lá fora.

O quadro acima reforça que, ao combinar mercados, o investidor equilibra retornos e volatilidade.

Como investir na prática a partir do Brasil

Existem diversos canais acessíveis ao investidor brasileiro para obter exposição internacional.

  • BDRs na B3: recibos de ações estrangeiras negociados em reais, sem necessidade de conta no exterior
  • ETFs internacionais na B3: como o IVVB11, que replica o S&P 500
  • Contas em corretoras internacionais: acesso direto a NYSE, Nasdaq e ETFs temáticos
  • Fundos de investimento no Brasil: fundos de ações globais e multimercados com parcela exterior

Para abrir conta em corretora estrangeira, prepare documentos pessoais, comprovante de residência e entenda taxas de custódia e câmbio.

Riscos e desafios

Investir no exterior envolve riscos específicos, que devem ser bem conhecidos e gerenciados.

O principal é o risco cambial: a valorização do dólar aumenta seus ganhos em reais, mas a desvalorização pode reduzir seu patrimônio.

Há também riscos regulatórios e operacionais: prazos de liquidação diferentes, feriados locais e eventuais mudanças em regras fiscais.

Uma estratégia de gestão de risco inclui diversificação, uso de ETFs de renda fixa e, se necessário, operações de hedge cambial.

Oportunidades por região e setor

Cada região do mundo tem características únicas e setores com potencial diferenciado:

EUA: maior mercado de capitais, alta liquidez e forte presença de tecnologia, saúde e consumo global.

Europa: empresas de valor, consumo de luxo e finanças sólidas, oferecendo exposição a dividendos.

Ásia: crescimento acelerado de classes médias em China, Índia e Sudeste Asiático, com risco político mais elevado.

Setores estruturais em alta: tecnologia e IA, saúde e biotecnologia, energia limpa, defesa e segurança cibernética.

Aspectos tributários e operacionais

Ao investir em BDRs, ETFs ou diretamente em corretoras estrangeiras, o investidor deve observar as regras tributárias brasileiras.

Na renda variável, ganhos líquidos acima de R$ 20.000 mensais em operações normais têm 15% de IR; day-trade sofre alíquota de 20%.

Para ativos detidos no exterior, é necessária declaração no Imposto de Renda (DCBE acima de US$ 100 mil). Em corretoras estrangeiras, há cobrança de IOF na compra de dólar.

Organização e controle são essenciais: mantenha planilhas ou use softwares para registrar operações, custos de corretagem, câmbio e impostos pagos.

Conclusão

Expandir seus horizontes de investimento para além do Brasil traz equilíbrio à carteira e acesso a oportunidades únicas.

Com planejamento, conhecimento dos canais de acesso e gestão de riscos, qualquer investidor pode dar os primeiros passos e conquistar resultados consistentes.

Comece hoje a construir uma estratégia global e garanta mais solidez e potencial de crescimento para seu patrimônio.

Por Maryella Faratro

Maryella Faratro